Sem categoria 19 de junho de 2020

Hábitos de consumo pós-pandemia: dados e tendências para acompanhar

Certamente, você está acompanhando as transformações que têm acontecido no mercado brasileiro em 2020. Como, porém, converter todas elas em um plano de ações para sua marca? A verdade é que mudanças econômicas e sociais recentes se refletem também em tendências para hábitos de consumo pós-pandemia. E entender essa nova forma de agir e pensar dos consumidores é fundamental para planejar os próximos passos do seu negócio.

Se sua marca precisa ganhar fôlego e enfrentar de forma rápida e criativa a era do “novo normal”, continue lendo este texto.

Dados e tendências para acompanhar de perto os hábitos de consumo pós-pandemia

O Google divulgou recentemente alguns dados sobre as mudanças de comportamento no período da pandemia. Importantes e esclarecedores como são, vamos analisar aqui os principais pontos que podem te ajudar na tomada de decisão para sua marca e seu negócio.

As necessidades fundamentais têm uma nova cara

Quem se lembra da “Pirâmide de Maslow” ou já teve algum contato com o termo “Pirâmide das necessidades”? Esta é uma forma de hierarquizar as necessidades humanas e, a partir delas, oferecer produtos e serviços que as satisfaçam.

No entanto, todas essas mudanças que estamos vivendo colocaram em xeque a plenitude de alguns itens da base desta pirâmide, como a segurança, a saúde e a estabilidade financeira. Podemos destacar as principais:

Preocupação com a segurança financeira

O receio de lidar com dinheiro e de fazer investimentos é um fator de destaque quando falamos de hábitos de consumo pós-pandemia.

Em concordância com essas informações, um relatório divulgado pela Elo mostrou que entre março e abril houve uma queda de quase 50% das compras realizadas com cartão de crédito. Isso nos mostra um pouco como anda o nível de confiança dos brasileiros. Ou seja, podemos perceber a relutância em ter comprometimento com parcelas e, consequentemente, com dívidas em médio e longo prazo.

Ainda segundo o Google, entre março e abril, buscas por auxílios financeiros cresceram 71%. Além disso, esta busca por ajuda acompanha o crescimento de pesquisas sobre fantasmas antigos nas vidas dos brasileiros, como o “confisco da previdência”.

Portanto, sua marca pode oferecer facilidades de pagamento e outras formas de ajudar o consumidor mais receoso.

Medo do contágio

O constante alerta e a dificuldade de entender como exatamente o novo coronavírus pode agir em cada organismo podem trazer um sentimento de aversão a multidões e aglomerações. Este clima de receio coletivo pode se estender para além de 2020, exigindo uma diversificação de produtos como os de eventos.

Com este alerta, pessoas buscam alternativas e formas para manterem sua saúde e proteção em ambientes de convívio coletivo.

Se sua marca trabalhava com grandes eventos, é importante repensar em formas de fazê-lo digitalmente, tentando ao máximo oferecer boas experiências mesmo no ambiente digital. Não tenha receio de novas tecnologias como realidade virtual, que podem ser um grande diferencial para essas experiências.

Urgência de respostas e suporte mais rápido dos negócios

Com a forte necessidade de informação, o consumidor passou a cobrar com mais atenção uma resposta rápida aos seus problemas e solicitações.

A ansiedade gerada pelo desejo de informação coloca à prova a eficiência dos setores logísticos e de atendimento ao cliente de negócios de todos os modelos.

Se antes já era importante, agora as áreas de relacionamento com o consumidor são o coração de qualquer negócio. Criar novos canais, humanizar seu atendimento e se colocar à disposição para ouvir ainda mais são imprescindíveis para os negócios em todos os níveis.

Se seu nicho teve um aumento de demanda online, como o delivery de restaurantes, também é natural que os contatos dos seus clientes aumentem. Você está preparado para atender essa demanda?

O novo normal: hábitos de consumo pós-pandemia e a aceleração da digitalização

Agora que entendemos um pouco mais sobre o comportamento do consumidor neste novo contexto, é hora de falar sobre as mudanças necessárias no seu negócio.

Se a digitalização já fazia parte, de forma gradual, de um processo que vivíamos, o tempo virou inimigo de muitas empresas de modelo tradicional. Além de lidar com fatores como inadimplência de clientes e contratos trabalhistas, muitas empresas ingressam tardiamente no contexto digital.

Não há volta para este processo, que se acelerou nos últimos meses. Por isso, precisamos entender que o cenário pós-pandemia trará uma vida diferente para pessoas e empresas. Isso é o que chamamos de “novo normal”.

Em outras palavras, já observamos grandes mudanças nas relações trabalhistas, maior geração e demanda por gestão de dados e a implantação de recursos para produtos e serviços cada vez mais digitais.

A partir disso, não basta apenas colocar tudo online: Essa nova era exige mentalidade e cultura voltadas ao digital. Veja alguns insights para iniciar essa etapa no seu negócio:

Aceleração da confiança no digital

Com o impedimento das compras e do consumo presenciais, os meios digitais se consolidaram como fontes seguras e eficientes para suprir as necessidades. Por isso, é importante preparar suas mídias sociais e seu e-commerce, por exemplo, para receberem essas novas demandas.

A vida continua remotamente

Mesmo com a circulação reduzida de pessoas, a nova era digitalizou o estudo, o trabalho e até mesmo os cultos religiosos. Segundo o relatório interno do Google, buscas sobre “Começar um curso online” cresceram 18%. Neste mesmo caminho, cresceu também a busca por conteúdo no geral, como downloads de app de streaming (+ 85%) e missas no Youtube (+ 266%).

Atenção aos “imigrantes digitais”

Em 2018, os nascidos antes da era da internet eram maioria da população brasileira. Um reflexo disso é o fato de que a busca pelo termo “como fazer compras online” cresceu 198% em março de acordo com o Google. Desta forma, as empresas precisam estar preparadas para desenvolver também uma experiência completa e pensada para seus usuários. Novos recursos e soluções não são nada se eles não resolvem problemas de pessoas reais, não é mesmo?

Aldeia global e o senso de comunidade

A globalização e a internet construíram pontes culturais entre continentes e regiões de todo o mundo. No entanto, nos últimos meses, a necessidade de isolamento social intensificou essa carência por pertencimento.

Nesse sentido, as pessoas têm engajado virtualmente em grupos e comunidades sobre causas e questões específicas. Isso fica evidente também na forma como marcas e figuras públicas são cobradas para atuar na promoção do diálogo e em um posicionamento.

Pensando nisso, a Agência Narro traz algumas análises baseadas no relatório do Google traduzidas em uma percepção voltada ao marketing e ao branding:

Causas de valor

Não é raro que as empresas se engajem com causas comuns à sociedade, principalmente nesses últimos meses. As pessoas, porém, estão cada vez mais atentas e cientes sobre quando o apoio é genuíno e quando é oportunismo. Considere uma boa análise.

Seja promotor de um diálogo

Uma coisa é ser autoridade sobre seu produto/serviço. Outra bem diferente é agir como porta-voz de causas e movimentos sem coerência ou alinhamento com a cultura. Assim sendo, utilize suas mídias para promover um espaço e alimentar diálogos que façam sentido para sua audiência e para sua marca.

Humanize

Precisar conviver socialmente e ter contato com outras pessoas traz a necessidade de tornar a experiência do seu usuário cada vez mais personalizada e humana. É importante automatizar alguns processos, mas dê a “carinha” de seu cliente e envolva contato humano sempre que possível.

Conclusões

O “novo normal” demanda ação rápida e uma mudança de mindset nos negócios. A verdade é que o digital deve funcionar como meio, não como fim.

Por isso, é preciso estar aberto para rever cultura, processos e recursos para atender aos novos hábitos de consumo pós-pandemia. Esses novos dias exigem novas resposta e, com elas, uma revisão do que é importante em termos de valores e de entrega para seu consumidor.

No entanto, isso não significa fazer o que os outros estão fazendo. Olhe para seus clientes e entenda quais são as reais demandas de sua audiência.

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