Arquétipos: saiba como construir uma marca com significado

Uma dúvida muito comum entre empresas que estão começando a sair do papel ou mesmo entre aquelas que já estão inseridas no mercado, mas ainda não possuem uma identidade muito forte, é: como construir uma marca com significado?

Já falamos aqui em nosso blog sobre a importância de encontrar a essência da sua empresa para construir uma identidade corporativa clara e marcante. Também já mostramos o poder do storytelling, ou seja, a arte de narrar histórias de forma atraente e cativante. Afinal, é através de uma boa história que será possível estabelecer uma conexão emocional com o seu consumidor.

Mas você sabia que um conceito vindo lá da Psicologia pode ajudar muito nesse processo de construir uma marca com significado? É isso mesmo! Neste texto, iremos apresentar como o conceito de arquétipo pode ser muito útil no desenvolvimento de estratégias de comunicação e no próprio posicionamento da sua marca. Confira!

Afinal, o que são os arquétipos?

Elaborada pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (considerado o “Pai da Psicologia Analítica”), a teoria dos arquétipos estabelece que existem alguns padrões de pensamento e comportamento comuns a todos os seres humanos. Assim, os arquétipos seriam as representações, os modelos ideais de conceitos que já estão formados em nossas mentes.

É importante lembrar que essas associações acontecem, na maioria das vezes, de forma inconsciente. Ou seja, não importa muito se desejamos ou não que os arquétipos influenciem nossas ações e emoções, isso simplesmente acontece.

A partir disso, Jung definiu 12 arquétipos com suas motivações, características e conjunto de valores. Para ele, todo ser humano se encaixaria dentro desses 12 modelos, com um único arquétipo dominante.

Olha só:

Os 12 arquétipos e suas características  

  • O Herói: age corajosamente, não mede esforços para conquistar seus objetivos
  • O Fora da Lei: rebelde, não gosta de seguir o senso comum
  • O Inocente: bondoso, deseja ser feliz acima de tudo
  • O Amante: valoriza a beleza e o romance, teme ficar sozinho
  • O Bobo da Corte: brincalhão, aposta no humor e vive intensamente cada minuto
  • O Governante: responsável, sempre no controle de tudo
  • O Cara Comum: possui o desejo de pertencer ao grupo, sendo igual aos demais
  • O Mago: busca conhecer a visão das leis fundamentais do universo
  • O Sábio: metódico, pensador, acredita que o autoconhecimento e a verdade são libertadores
  • O Explorador: perfil inquieto, liberdade é a palavra certa para defini-lo
  • O Cuidador: altruísta, deseja ajudar as outras pessoas
  • O Criador: inovador, possui o dom da criatividade

Como construir uma marca com significado utilizando os arquétipos?

Agora que você já sabe um pouco mais sobre os arquétipos, chegou a hora de conectá-los ao mundo do marketing! Em seu livro “O Herói e o Fora da Lei”, as autoras Margaret Mark e Carol S. Pearson exploram o universo dos arquétipos de Jung estabelecendo uma relação com a criação da identidade de marcas e empresas.

Para construir uma marca com significado, é importante ir muito mais além do que a clássica segmentação de faixa etária, gênero, localização etc. E criar uma imagem arquetípica para a empresa pode ser uma boa alternativa!

Isso porque ao criar um arquétipo, você está mostrando aos seus consumidores a forma como a sua marca enxerga o mundo e quais são os seus principais valores. Isso permitirá que a empresa se destaque e atraia aqueles que compartilhem dos mesmos valores, criando uma conexão mais forte e emocional com os consumidores.

Como assim?

Ao utilizar o arquétipo do Inocente, por exemplo, uma marca de refrigerantes resgata a inocência e a fantasia da infância, apelando para a criança interior dos consumidores. Estes, por sua vez, querem viver o “lado bom da vida” e, assim, fazem a associação de que os seus maiores desejos podem ser realizados por aquela marca.

Outro exemplo: ao apostar no arquétipo do Fora da Lei, uma marca de motos não se contenta com o senso comum e está sempre em busca de quebrar as regras e de liberdade. Seus consumidores, também cobiçando a liberdade, acreditam que ao comprar aquela moto, seus anseios serão atendidos.

Qual é o arquétipo ideal para a estratégia de branding do seu negócio? Fale com a Narro e saiba como utilizar essas ferramentas a favor da sua empresa!

 

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